O hiv que vemos circular por este livro é polifônico e polivanente. É de todas as pessoas e não apenas de algumas das que entrevistamos: porque nos afeta de várias formas, mesmo que não saibamos. Ele nos ensinou e nos obrigou a amar e ter prazer de formas novas, porque continua obsedante em sua capacidade de marcar de produzir exceção - e invenção. Como se verá, as entrevistas que aqui reunimos são conversas. Resolvemos dar a cada capítulo o nome das pessoas. Não o nome completo ou o último sobrenome, como viceja na Universidade. O primeiro nome, aquele pelo qual nos tornamos íntimos. Nessas conversas, de diferentes formas, houve encontros e afastamentos. Houve até alguma tensão - que dá pra ver de perto nos vídeos que a maioria das entrevistas carrega consigo, num QR Code. Atilio, Pedro, Camila e Nathalia estivemos presentes em todas elas, mesmo que de longe. Porque pensamos juntos, ficamos ansiosos e ansiosas juntos, porque olhamos pra tudo isso e pensamos em quanta coisa a gente construí com o HIV, com as pessoas e com a Universidade.