"NÃO É EXAGERO dizer que, muitas vezes, quem vive o celibato apostólico com fidelidade acaba se sentindo mais acompanhado do que muita gente casada. Não porque a vida matrimonial seja menos bela ou fecunda, mas porque Deus, quando pede tudo, costumaencher os espaços vazios com sua própria presença e com muitas pessoas. De repente, a agenda está cheia de encontros, reuniões, conversas demoradas ao telefone, mensagens de amigos que pedem conselho, visitas a doentes, risadas à mesa em casas que não são "nossas', mas se tornaram também lar. O medo de ficar só, que um dia parecia gigante, vai diminuindo diante da evidência de que quem deixou tudo por Cristo não é abandonado.