Trata-se de um ensaio sobre as dores emocionais da infância e da adolescência que impedem a pessoa adulta de exercer a sua integralidade. Apresenta uma analogia com elementos das histórias infantis para ilustrar as dissonâncias cognitivas/afetivas presentes no drama do adulto. O objetivo da publicação é que essas feridas do passado deixem apenas cicatrizes, que resultem do processo de cura de um machucado que já sarou, de modo que se consiga falar do passado sem a sensação dolorosa, olhar não apenas para aquela dor antiga, mas para algo que foi superado, renovado, ressignificado, jamais estagnado!O livro é dividido em 4 capítulos:Os fantasmas - refere-se principalmente às figuras parentais ou de autoridade que tiveram alguma relevância nas interações do passado, que ainda são acessadas como referências e assombram o sujeito adulto, que, por sua experiência, deveria saber que fantasmas não existem! São figuras materializadas pelo medo, pessoas que não se permite deixar ir. Trata do luto e de outras perdas, rejeição, bullying, medos, traumas e outras circunstâncias que impactaram o passado e que mantêm a pessoa numa posição infantil ou dolorosa.O castelo - alegoria para as idealizações, os devaneios, o lugar em que se sonha viver e que, na verdade, permanece no interior da pessoa quando algo não sai como ela esperava. Quando são mantidos vivos os sonhos que não são mais realizáveis, fica-se cativo em mágoas. É preciso assumir a responsabilidade e reelaborar. Aborda as crenças, que podem ser potencializadoras ou limitadoras, autoconceito, síndrome do impostor e o bem-estar proporcionado pela arte.O monstro - pode ter formas horripilantes ou ser apenas uma pessoa com atitudes hostis. Pode ser percebido como um guarda ou um carrasco que mantém a criança cativa e que, por consequência, adoece. Na verdade, o monstro da masmorra não é outro, senão o próprio sujeito, que se metamorfoseia numa criatura horrenda quando negligencia a dor de sua criança interior. A criança interior é tolhida por quem deveria cuidar bem dela: o adulto ressentido, sem esperança, estacionado em seu passado, sem responsabilidade afetiva, desatento sobre a sua saúde mental, que toma a forma do algoz e tira ou impede a oportunidade de a criança usar a sua potência de viver. Trata das pulsões e da importância da educação.A masmorra - trata-se do lugar criado justamente para enfraquecer as mentes e que, hoje, são socialmente aceitas, como os maus hábitos e os vícios em