Bilionários do Vale do Silício são leitores devotos de ficção científica: investem montanhas de dinheiro no desenvolvimento de alta tecnologia para conquistar o futuro. Querem colonizar outros planetas, acabar com o envelhecimento e ser a porção ínfima e privilegiada da humanidade que vai se salvar, depois do fim do planeta Terra. Com uma prosa sarcástica para leitores desconfiados, Nieva faz uma crítica aguda ao discurso do capitalismo tecnológico, mostrando como se monopoliza o futuro e se ampliam ainda mais as desigualdades. "A ficção científica capitalista é a narrativa fantástica de uma 'humanidade sem mundo', de turistas que vivem mil anos e viajam pelo cosmos tirando selfies enquanto a Terra arde em fogo."