Em Pintópolis, o neurobiólogo e botânico italiano Stefano Mancuso propõe uma transformação radical na forma como concebemos as cidades, inspirada na organização das plantas. Assim surge a ideia das cidades vivas, organismos urbanos dotados de inteligência, resiliência e capacidade de adaptação, como uma estratégia concreta para combater a crise climática e reduzir o abismo que se criou entre humanos e plantas nos últimos séculos.??A partir de exemplos tão diversos como as estratégias flexíveisde sobrevivência de um olival milenar na Sardenha e o processo de arborização e penalização das ruas de Curitiba, o autor revela como o respeito aos princípios do mundo vegetal pode redesenhar o urbanismo e a vida nas cidades. Ao criticar a rigidezdas cidades projetadas como corpos animais e defender a articulação da tecnologia com a biologia e a ética, Mancuso sugere que a verdadeira evolução urbana não vem de soluções arquitetônicas voltadas para o bem-estar humano, mas de uma interação maisfluida e orgânica com a natureza, que reconheça o ser humano como parte de ecossistema mais amplo.?
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