Esta obra é uma nota preciosa, escrita por um douto sacerdote, que se une à sinfonia de louvores à Virgem Maria, que foi entoada primeiramente pelo próprio Senhor quando prometeu a salvação dos homens depois do pecado original (Gn 3,15). No decurso dos séculos, as grandezas e sublimes prerrogativas da Mãe de Deus têm sido objeto da profunda veneração a começar por São Gabriel que a exalta (Lc 1,36) e, após acolher o anúncio angélico, por Santa Isabel que se questiona quanto à sua dignidade por receber tão excelsa visita (Lc 1,43). O mesmo sentimento de piedade filial que desde longo tempo havia inspirado os fiéis que recordassem de Nossa Senhora três vezes ao dia com o Ângelus; que lhe consagrassem um dia a cada semana, o sábado; e que celebrassem ao menos uma festa a cada mês em sua memória; sugeriu a santa prática de lhe dedicarem um mês inteiro. Flores a Maria é, portanto, um instrumento singular para honrar a nossa Mãe (Jo 19,27), não só em maio, como também em todos os meses doano.