A psicanálise é, antes de tudo, um convite ao encontro com o que somos, com o que sentimos, tememos e escondemos de nós mesmos.Não se trata de eliminar o sofrimento, mas de escutá-lo. De reconhecer nas repetições, nas ansiedades e nos vazios sinais de algo que pede sentido.Em Freud explica, eu traduzo, Andréa Vermont abre espaço para essa escuta. Com linguagem clara e sensível, ela mostra que compreender nossos sintomas é abrir caminho para uma vida mais consciente, menos automatizada.Entre o humor e a dor, o leitor é levado a perceber que a cura não está em apagar o passado, mas em poder olhá-lo com outros olhos, os da verdade e da coragem.Afinal, como diz a autora, "não é o inconsciente que nos assusta; é o quanto ele nos revela sobre quem realmente somos".