Em Gestos curatoriais, Luiz Camillo Osorio investiga a genealogia do gesto curatorial a partir das experiências de Marcel Duchamp e André Malraux, figuras fundamentais para compreender as transformações do olhar e da montagem no século XX. O autor propõe uma reflexão sobre a curadoria não como mera prática de exposição, mas como um modo de pensamento - um campo de enfrentamento estético, político e pedagógico. Ao articular o museu portátil de Duchamp e o museu imaginário de Malraux, Osorio examina as potências criativas e críticas que emergem da relação entre arte, instituição e história, ampliando o debate contemporâneo sobre o papel do curador e do museu em tempos de crise da modernidade e de urgência decolonial.Com base em uma escrita rigorosa e sensível, o livro convida a repensar o gesto curatorial como uma forma de conhecimento e encantamento - um espaço de risco e invenção onde as obras, os espectadores e as culturas se confrontam e se transformam mutuamente