Heládio, o bengalante

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Heládio, o bengalante

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9786553615915
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      EMILIANO JOSE Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      KOTTER EDITORIAL Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      224 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2026 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2026 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      ‹ ›
      16 x 2 x 23 Indisponível
    • 9
      ISBN
      ‹ ›
      9786553615915 Indisponível
    • 10
      Situação
      ‹ ›
      Sob Encomenda Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      ‹ ›
      17/06/2026 Indisponível
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Numa barbearia de Amparo, interior de São Paulo, Heládio Leme começou a entender o mundo, sob a influência de velhos comunistas do PCB. O golpe de 1964 o surpreendeu. Na Marcha da Família com Deus pela Liberdade, com tristeza profunda, reconheceu o pai e a mãe entre os manifestantes. Resolveu seguir para São Paulo, onde amadureceu a consciência de esquerda. Militou na Ação Popular (AP) até cair preso. Conheceu a sucursal do inferno na OBAN e no DEOPS, com torturas inimagináveis. Solto, recolheu-se em casa de familiares para pensar as feridas. Rumou então à Bahia e recusou a proposta do PCdoB de exílio no Chile, às vésperas do golpe de 1973. Em Salvador, viveu com a companheira uma semiclandestinidade que se prolongou até a anistia, em 1979. Sustentou-se como contador em hospitais psiquiátricos. Entre 1980 e 1982, militou como assessor de parlamentar do PMDB. Voltou a São Paulo.Seguiu militante, intelectual público autêntico, professor, defensor intransigente dos direitos humanos, inimigo das ditaduras, amante da liberdade e da democracia. Economista, esmerava-se nas análises de conjuntura: recusava simplismos, abominava sectarismo, preferia atuar politicamente sem vinculação orgânica a partidos. Nunca, contudo, deixou de ter lado. Sempre o dos ideais democráticos e socialistas.A doença de Parkinson o alcançou. Enquanto teve forças, deu palestras sobre a enfermidade e mostrou que ela não escolhe apenas os mais velhos. Ateu desde muito jovem, formado no convívio precoce com o PCB, encarou o fim com serenidade, mesmo sob os efeitos agressivos da doença. Driblou o mal o quanto pôde. Escreveu, ironizou a própria situação, recusou a vitimização.

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