"Nosso tempo encarna de modo exemplar as contradições nietzschianas: abundância e miséria, hiperconectividade e solidão, circulação irrestrita de informações e fragilidade do discernimento, promessa de liberdade e captura algorítmica do desejo. Somos hoje, talvez mais do que nunca, humanos - demasiadamente humanos. Que esta tradução permita ao leitor não apenas compreender Nietzsche, mas experimentar o desconforto, a força e a atualidade de seu pensamento. Pois Humano, demasiado humano não oferece respostas reconfortantes, mas um campo de forças. E é nesse campo - preservado com rigor por Gabriel Almeida Assumpção - que o humano se arrisca, se perde e, por vezes, se cria. Resta saber se, diante desse jogo de contradições que nos constitui, ainda somos capazes de suportar o risco de pensar sem garantias e de afirmar, sem apaziguamentos, aquilo que somos: humanos, demasiado humanos?" (Regina Sanches)