Em Leia perigosamente, Azar Nafisi parte em defesa da literatura como resistência, reconhecendo o papel da imaginação e o poder transformador das palavras em períodos turbulentos. No período de 2019 a 2020, enquanto tenta assimilar o primeiro mandato do governo Trump, a pandemia, as guerras e mudanças políticas, Azar Nafisi escreve cartas ao pai, morto há doze anos. Nelas, Nafisi relata e entende os acontecimentos recentes no mundo, refletindo sobre a sua experiência como mulher, professora de literatura e cidadã do Irã e dos Estados Unidos, para onde imigrou.Ao fazer uso de sua vasta bibliografia, incluindo obras sobre as quais lecionou, para explicar o medo que ditaduras e regimes fascistas têm da literatura, a autora posiciona os livros como cruciais para o diálogo e humanização do inimigo, algo que só é possível em uma democracia. Nafisi recupera a voz de grandes escritores e escritoras, como James Baldwin, Zora Neale Hurston, Margaret Atwood e Toni Morrison a fim de apresentar uma chave de leitura para os novos desafios. Dos livros queimados de Ray Bradbury ao fatwa imposto a Salman Rushdie, realidade e ficção se misturam em prol do saber, com a imaginação emergindo como uma das maiores armas encontradas para a liberdade.Tão esperançoso quanto potente, Leia perigosamente é uma leitura essencial para compreender os tempos conturbados e a atuação fundamental da literatura como meio de resistência. "A escrita para seu falecido pai reforça o tom do livro de Nafisi, que se volta para o exemplo do passado corajoso frente ao poder e também para uma tradição de grandes obras da literatura como consolo e guia. Com sensibilidade e inteligência, oferece um novo cânone para as tiranias do presente e as possibilidades distópicas do futuro." - Washington Post"Uma defesa apaixonada da literatura como caminho para liberdade." - Boston Globe