MAOMÉ E CARLOS MAGNO: O IMPACTO DO ISLÃ SOBRE A CIVILIZAÇÃO EUROPEIA

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MAOMÉ E CARLOS MAGNO: O IMPACTO DO ISLÃ SOBRE A CIVILIZAÇÃO EUROPEIA

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9788578660321
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    • 1
      Autor
      PIRENNE, HENRI Indisponível
    • 2
      Editora
      CONTRAPONTO Indisponível
    • 3
      Páginas
      312 Indisponível
    • 4
      Edição
      1 - 2021 Indisponível
    • 5
      Ano
      2021 Indisponível
    • 6
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      ISBN
      9788578660321 Indisponível
    • 9
      Situação
      Esgotado Indisponível
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Desde a Antiguidade, um processo civilizatório foi construído em comum pelo trabalho, simultâneo ou sucessivo, de egípcios, sírios, fenícios, gregos e romanos, cuja existência gravitava em torno do Mediterrâneo. Vida econômica e social, religiões, costumes e ideias se misturavam. Tal unidade sobreviveu à queda de Roma no início do século V. Mesmo depois da invasão dos germanos, essa civilização continuou culturalmente romana e geograficamente mediterrânica. A ruptura só ocorreu no final do século VII, com a súbita e inesperada ascensão do Islã, que a partir de Maomé (571-632), em pouco mais de cinquenta anos, arrebatou sucessivamente o Império Persa (637-644), a Síria (634-636), o Egito (610-642), a África (698), a Espanha (711), a Córsega, a Sardenha e a Calábria. Só então deixa de existir a milenar comunidade mediterrânica que sobrevivera ao Império Romano. O Mediterrâneo, Mare Nostrum, que ligava a Europa Ocidental ao seu entorno, converte-se em uma barreira que a isola. Oculto do profeta toma o lugar da fé cristã. O direito muçulmano substitui o direito romano. A língua árabe se sobrepõe às línguas grega e latina. Duas civilizações passam a conviver, em conflito. A desaparição da navegação mediterrânica carregaconsigo o comércio e a indústria. As cidades, cuja atividade ela sustentava, se despovoam e caem em ruínas. A economia urbana é substituída por uma economia rural sem mercados. A Europa dobra-se sobre si mesma, e o seu centro de gravidade se deslocado sul para o norte. As tribos gaulesas e germânicas, até então confinadas à barbárie, ocupam doravante, no Império Carolíngio, uma posição central, enquanto Roma torna-se uma fronteira. Começa aí a Idade Média, gigantesca transformação na civilização europeia, matriz do Ocidente moderno. "Sem Maomé", diz Henri Pirenne neste livro notável, "Carlos Magno seria inconcebível." César Benjamin"O final do século VIII viu realizar-se na Europa Ocidental um estado decoisas sem precedentes. Pela primeira vez desde a aurora dos tempos históricos o foco, não somente do movimento político, mas do movimento geral da civilização, transfere-se da bacia do Mediterrâneo para a do mar do Norte. O eixo do Império Romano estava na Itália; o do Império Carolíngio está situado na região compreendida entre o Reno e o Sena. As tribos gaulesas, que durante tantos séculos, perdidas no ponto extremo setentrional do mundo civilizado, haviam sido consideradas como extremi homin

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