MULHERES NEGRAS DE JORGE AMADO A NELSON PEREIRA DOS SANTOS: A LITERATURA E O CINEMA COMO DOCUMENTOS DA HISTÓRIA (1977-1987)

SKU 320089
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    • 1
      Autor
      Renata Melo Barbosa do Nascimento Indisponível
    • 2
      Editora
      APPRIS EDITORA E LIVRARIA LTDA Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      16 x 23 x 2 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9786525093987 Indisponível
    • 9
      Situação
      Pré-Venda Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      01/08/2026 Indisponível
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Este livro tem como tema de estudo as representações cinematográficas de mulheres negras difundidas nos filmes Tenda dos milagres (1977) e Jubiabá (1987), baseados nas obras literárias de Jorge Amado e produzidos pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos. Em uma abordagem discursiva das representações - sob o aporte teórico dos estudos feministas, com ênfase nas vertentes dos feminismos negros, decoloniais e interseccionais -, buscou-se investigar as condições de produção, sentidos, significados, valores, crenças, imaginários, práticas sociais e modos de subjetivação que informam as imagens das mulheres negras difundidas nesses filmes. Atentando para o caráter histórico e cultural das representações, com a finalidade de desnaturalizá-las, com análises fílmicas das representações de mulheres negras, bem como de outros personagens que aparecem nas respectivas tramas, constitui-se em um exercício de historicização do racismo/sexismo em curso na cultura brasileira. Nessa análise, coloca-se em evidência o funcionamento da lógica dicotômica que opõe natureza/cultura, sexo/gênero, humano/não humano e que conforma o "sistema moderno colonial de gênero". Nessa lógica, as mulheres negras são vistas como fêmeas e animais que possuem um sexo, mas não um gênero, por isso mesmo as características de feminilidade branca (casamento, maternidade, família e amor romântico, por exemplo) são negadas às personagens negras que atuam nos filmes em questão. O exercício de historicização das representações cinematográficas se abre, portanto, para a compreensão de que as imagens de mulheres negras são constituídas nas várias interseccionalidades do gênero com raça, classe, profissão, geração, região, religiosidade, sexualidade e outros marcadores de diferenças sociais.

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