MÚSICA DE CÂMARA

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9788573210873
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      JOYCE, JAMES Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      ILUMINURAS Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      160 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2000 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2000 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      ‹ ›
      14 x 21 x 0.9 Indisponível
    • 9
      ISBN
      ‹ ›
      9788573210873 Indisponível
    • 10
      Situação
      ‹ ›
      Esgotado Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      ‹ ›
      01/01/2000 Indisponível
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"Música de câmara. Daria para fazer uma espécie de trocadilho com isso. É uma espécie de música em que sempre penso (...). Acústica, é o que é. Tlintar. Vasos vazios fazem mais ruído." Pensamento de Leopold Bloom no romance Ulysses, com o qual James Joyce alude à origem do título desta reunião de poemas: O som da urina com que uma senhora, crítica literária, encheu um urinol atrás de um biombo, após uma leitura de poemas regada a cerveja. O urinol, "chambre pot", é uma ironia que expressa repúdio ao livro de "juventude" que Joyce no entanto publicou. Stanislaus Joyce, na biografia My Brother''''s Keeper, afirma que sugeriu, e o irmão aceitou, o título Chamber Music, alegando que a outra origem, relatada pelo biografo Herbert Gorman, é falsa. Em geral tudo o que se refere a Joyce é dúbio, mas, ao menos quanto ao título, a última palavra talvez seja de Stanislaus, a quem Joyce, afinal, confiou a organização do livro. Quanto à obra, o leitor não tem o que temer. Primeiro livro publicado do "terrível" Joyce, Música de Câmara (Londres, 1907) consiste em 36 poemas líricos, escritos entre 1901 e 1904. Raras vezes irônicos, falam da arte da poesia, de amor e traição, amor e solidão, e, como diz Drummond de Andrade, da "falta que ama'. Os poemas requerem do leitor apenas uma visão em perspectiva para absorver a imitação, ainda que personalíssima, da forma poética predominante, a elisabetana. E requerem, claro, ouvido (Stanislaus não erraria), porque são sonoros, cantáveis: Joyce desejou que fossem musicados. O desejo foi e continua sendo realizado até hoje, embora quase nunca escutado. Entre 1909 e início dos anos 1920, por exemplo, o inglês Geoffrey Molyneaux Palmer musicou 32 deles, e, entre cerca de 140 compositores, o falecido e irrefreável joyciano Anthony Burgess se dedicou à tarefa.Há quem não alinhe o Joyce poeta com os expoentes da poesia deste século, mas a ele é impensável negar valor ou nicho, Ezra Pound detectou qualidades do imagista, antes do imagismo, no poema que fecha esta coletânea. Mesmo em surdina, o gênio de Joyce faz do som imagem.José Antonio Arantes 

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