Há livros que nascem do desejo de explicar um estilo, um período ou uma escola. Outros surgem de uma inquietação mais funda: compreender o que acontece quando diferentes tradições musicais deixam de se olhar à distância e passam a coexistir no interior de uma mesma experiência estética. É nesse território movediço - entre escuta, filosofia, história e criação - que Luigi Irlandini constrói este livro singular. Em Música Nova do Mundo o autor já anuncia o horizonte de sua reflexão: músicas situadas "num espaço liminal entre culturas", capazes de desafiar as categorias rígidas que tentam separar Oriente e Ocidente, tradição e modernidade, antigo e contemporâneo.