Bruno Barretto Gomide apresenta Valério Pereliéchin como uma figura de contradições fascinantes: um defensor da "grande cultura russa" que, simultaneamente, operava uma poética transnacional, dissonante e multilinguística. Diante do atual cenário deconflitos e expansionismo russo, a obra de Pereliéchin - que viveu entre a Rússia, a China e o Brasil - surge como um desafio ao pensamento rígido, alinhando-se a perspectivas modernas de descentramento cultural. Sua trajetória de exilado, que traduzia entre mundos para sobreviver e se expressar, posiciona-o não apenas como um "peixe fora d'água", mas como um possível paradigma para um ecossistema global de trânsitos e redes, onde sua identidade híbrida finalmente encontra ressonância. As Edições Jabuticaba também publicaram a poesia escrita em português de Periliéchin, sob o título de "Nos odres velhos".
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