Montanhas são lidas neste livro como toda forma de experiência e de interpretação que o ser humano faz. O caminho da montanha revela-se como um caminho do descobrimento da verdade da experiência no ambiente das vivências de sujeitos que são históricos e carregam consigo estruturas de compreensão herdadas por uma tradição que se articula pela linguagem. Diante disso, o que é uma montanha? Ou, o que é a experiência da realidade? É dessas questões que o autor parte da filosofia hermenêutica para compor uma estória da vida comum e mostrá-la como reveladora da potência interpretativa que está no seio da existência humana como aquilo que caracteriza o ser do homem, isto é, a hermenêutica. Ninguém é dono da montanha, mas cada pessoa forma para sia sua própria montanha.