O DEFEITO NO UNIVERSO: SEXUAÇÃO, POLÍTICA, INCONSCIENTE
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Autor : REGO, CLAUDIA DE MORAES
Editora : CONTRA CAPA
Páginas : 260
Edição : 1 - 2023
Ano : 2023
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 23 x 1.3
ISBN : 9786589014201
Situação : Sob Encomenda
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Admite-se, até mesmo parte significativa daqueles contrários a ela, que a psicanálise, criada por Sigmund Freud no alvor do século xx, não apenas redefiniu pela fala o tratamento do mal-estar, da angústia e das afecções tanto psíquicas quanto corporais, como também se tornou um manancial para lidar com os impasses da cultura e da civilização humanas. Menos reconhecido, todavia, é o entendimento de que ela é necessariamente parcial e incompleta, e de que boa parte de sua força provém dos limitescom que os psicanalistas se deparam e das abstinências a que devem aquiescer. Esta coletânea, provocada pela experiência clínica, retoma e reelabora parte da produção de Claudia de Moraes Rego já publicada, à luz de ensaios sobre questões contemporâneas, escritos no contexto institucional de reflexão e transmissão da experiência psicanalítica a que pertence. Valendo-se da literatura e de amplo rol de áreas do saber, ela não se furta quer a uma visada interdisciplinar (discursiva, e não de suaforma de tratamento), quer a uma apreciação histórica (como as clínicas públicas dos anos 1920 e o manuscrito censurado de Freud sobre o presidente norte-americano Thomas W. Wilson) e política (com destaque para os papéis das reivindicações de gênero, das utopias, da esquerda e de uma eventual militância) acerca das vicissitudes hoje enfrentadas por aqueles que se dedicam à presença da psicanálise no mundo.Nas páginas que se seguem, apreende-se, sem demora, um vívido sopro afeiçoado aos legados de Freud e de Jacques Lacan, cujos Leitmotiven nos fazem - tal como as associações que, livres, trabalham o discurso do analisante - lembrar que a intraduzibilidade da vida não nos exime da escolha de por quais vias abertas por outros mais vale caminhar, nem impede o entusiasmo e a chance de que ela seja satisfatoriamente vivida. Isso, retomado de modo ensaiado e ensaístico pela autora em sua escrita, tem por hábito eternizar-nos o que, na condição de traços, foi de início apenas transitório.
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