Políticos, intelectuais, artistas, a elite tradicional e a burguesia ascendente do Brasil no século XIX tinham em comum um endereço no Rio de Janeiro imperial: o estúdio do fotógrafo Insley Pacheco. Ali posavam, sem saber que faziam parte de uma revolução tecnológica e de costumes: a democratização do retrato fotográfico. Com a fotografia em papel, virou moda se fazer retratar e ter um registro de si.Também d. Pedro II e a família imperial estiveram à frente das lentes de Pacheco, que ganhou otítulo oficial de Fotógrafo da Casa Imperial. O acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro guarda mais de quatro centenas de retratos de Pacheco, que agora chegam ao público neste volume, com textos e organização do historiador e pesquisador do assunto Daniel Rebouças.Entre a modernidade e a magia, os retratos em papel que viraram febre no século XIX chegam a nós como reflexo e contraponto analítico dos nossos dias inundados de selfies. A coleção de fotografias de Insley Pacheco doIHGB é, em si, um vasto espelho de seu tempo e, ao mesmo tempo, a soleira da grande mudança para a civilização da imagem que nos tornamos.