Em sua última entrevista, Osman Lins (1924-1978) disse que a crítica amplia a obra literária. "A Divina comédia, hoje, é o poema de Dante e tudo o que se escreveu sobre ele. Um grande texto, assim, é algo que não cessa de crescer". Fruto do Colóquio on-line pelos 60 anos de publicação de O fiel e a pedra, organizado em 2021 na Universidade de São Paulo (USP) por Sandra Nitrini, uma das pioneiras nos estudos da obra do escritor pernambucano, juntamente com Eder Rodrigues Pereira e Elisabete Marin Ribas, este livro como que dobra a extensão do romance e o enriquece ainda mais. O fiel e a pedra, de Osman Lins (O Nordeste de 30: entre a tradição clássica e o romance moderno) reúne argutos ensaios inéditos de quatorze osmanianos de diferentes gerações e regiões do Brasil e uma osmaniana da Argentina, e confirma o que afirmou o escritor há mais de 40 anos. Pela diversidade das abordagens, esses estudos provam também que um texto literário é inesgotável [.].- Do Prefácio, de Hugo Almeida.