O amor raramente falha de uma vez. Ele começa acertando.Promete. Se instala. Convence.Mas, quando falha, é justamente depois do fim que o amor revela tudo aquilo que despertou em nós: o desejo, a culpa, a fé, a ausência, os traumas que julgávamos enterrados e a esperança que insiste em sobreviver."O Indito" percorre essas metamorfoses. Nascido da tentativa de dizer o que nunca pôde ser dito a um grande amor, o livro acabou encontrando uma pergunta maior: como dizer aquilo que o amor transforma em nós, mas que a linguagem nunca alcança por inteiro?Entre delicadeza e ironia, sagrado e profano, o eu-lírico atravessa o encantamento, o corpo, a ruptura e a reconstrução, descobrindo que algumas experiências não terminam quando acabam. Continuam vivendo naquilo que ainda procura dizer.Nem mesmo a poesia consegue dizer tudo. O que resta, depois do fim, permanece indito.
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