Publicado originalmente em 2008 e vencedor do prêmio Jabuti de reportagem, O livro amarelo do terminal é um mergulho no cotidiano frenético do Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo. Aclamado por seus leitores, ele retorna às livrarias em nova edição, com um projeto gráfico totalmente renovado e que remete aos novos bilhetes de passagem de ônibus emitidos com códigos de barras, conquistando assim uma nova geração de viajantes.Borrando as fronteiras entre jornalismo e literatura, esta obra tornou-se um registro atemporal do funcionamento da segunda maior rodoviária do mundo, na qual Vanessa Barbara assume ao mesmo tempo os papéis de historiadora e investigadora, exploradora e cronista, dissecando a "cidade de chicletes abandonados, de pessoas com pressa e de coisas perdidas".Com seu olhar sagaz e humor sutil já consagrados, Barbara recolhe trechos de conversas, achados e perdidos inusitados - espingardas, motos, máquina de serrar azulejos, dentaduras e uma mão mecânica, para citar alguns exemplos - e revela as histórias por trás dos milhares de anônimos que passam diariamente pela estação, numa mistura de registros que vão do relato de observação à sátira, flagrando o absurdo e o lirismo da vida em trânsito.Como bem observou o cineasta e documentarista João Moreira Salles no texto de orelha, a escritora "chegou à conclusão de que o Terminal Rodoviário do Tietê [.] é uma versão condensada do mundo - e, como tal, pedia um Vasco da Gama, um Lévi-Strauss, uma Mata Hari e um Woodward & Bernstein". Para escrever este livro épico, entretanto, a autora "assumiu o papel dos quatro".Assim, a nova edição de O livro amarelo do terminal convida o leitor a revisitar ou a descobrir pela primeira vez essa obra essencial do jornalismo literário brasileiro, confirmando o talento de Vanessa Barbara para capturar o coração de uma metrópole em movimento.