A necessidade de promover o desenvolvimento económico e social de Angola, com base no sector agrícola, levou o Estado à criação de vários projectos estratégicos, entre os quais o Pólo Agro-industrial de Capanda (PAC). Para a sua gestão foi criada a SODEPAC, igualmente responsável pela elaboração do Plano de Desenvolvimento do PAC, que previa investimentos superiores a 370 milhões de dólares norte-americanos, condicionados à implementação de um amplo programa de infra-estruturas e de gestão ambiental e social, concebido para um horizonte temporal de, pelo menos, trinta anos.Decorridos cerca de dez anos de execução do Plano Estratégico e de Negócios, o Estado, motivado sobretudo pela escassez de recursos financeiros, decidiu dissolver a SODEPAC, substituindo-a por uma nova entidade gestora. Embora apresentasse, à primeira vista, pilares e cultura organizacional semelhantes, esta entidade revelou orientações divergentes dos objectivos e metas estratégicas que presidiram à criação do PAC.Tal decisão conduziu à interrupção de actividades essenciais, gerou incerteza junto das concessionárias - afectando a arrecadação de receitas operacionais - e resultou na suspensão de salários e no desemprego de quadros estratégicos e outros trabalhadores afectos ao projecto.Com base nos princípios da Gestão enquanto ciência, procede-se neste livro a uma análise estratégica do Plano de Desenvolvimento do PAC sob a gestão das duas entidades, considerando o papel do Estado na criação do projecto, e apresentam-se opções estratégicas destinadas a preservar os ganhos alcançados, mitigar os riscos decorrentes da decisão estatal e assegurar a continuidade dos objectivos que estiveram na génese do maior pólo agro-industrial de Angola.