A sensação que sempre tive é que deixam de ser quem são. Suas histórias, sonhos, alegrias, tristezas, esperança, ficam do lado de fora. E quem inicia o dia é outro alguém. Digo isso porque percebo um muro entre quem as pessoas são no seu universo particular e no trabalho. Como sei disso? Os textos me contam. Adoro pedir que componham um a partir de quem são, que tragam suas histórias de vida. Na sequência, oriento a escreverem algo relacionado ao que fazem. O sorriso se fecha, o olhar perde o brilho. Foi quando me dei conta, depois de diversos treinamentos em empresas e promovendo cursos para empreendedores, que o problema é "vestir a palavra". Isso mesmo. Vestimos a palavra com roupas sérias e carrancudas se precisamos fazer algo - qualquer tipo de texto - relacionado ao mundo profissional. Só que tanta proteção, vestimenta, anteparo, provoca uma consequência que muita gente não percebe: a comunicação cai numa vala comum, aquela em que ninguém absorve as palavras. São textos impermeáveis e com uma existência de vida curtíssima. Uma grande perda de tempo e de recursos. O que faço na prática é ensinar as pessoas como modificar essa maneira de pensar a escrita e que fazer isso tem resultados gratificantes não apenas para quem escreve, mas também para o negócio. É isso e muito mais o que você irá encontrar neste livro, escrito com o coração e uma boa dose de generosidade.