O VERÃO DA LATA

SKU CE1452
O VERÃO DA LATA

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9788573212358
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      CESAROTTO, OSCAR Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      ILUMINURAS Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      128 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2000 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2000 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      ‹ ›
      14 x 21 x 0.7 Indisponível
    • 9
      ISBN
      ‹ ›
      9788573212358 Indisponível
    • 10
      Situação
      ‹ ›
      Indisponível para Venda Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      ‹ ›
      01/01/2000 Indisponível
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No inicio dos anos 90, um navio suspeito joga alguns milhares de latas que, Singrando o mar azul verdejante, balançam ao som de uma graciosa ode a Popeye. Assim, numa vaga manhã, de ar pastoso, de céus profundos, as latas dão o ar da graça no litoral paulista, entrando na corrente sanguínea do povo, somando-se ao aluvião de fatos que mudariam Brasil. O que se gestava, paria agora a sua alegria. Oscar Cesarotto traça, a partir destes sinais de expulsão da velha noite, um estrondoso painel da época, divertida como poucas, graças a uma impagável e reconhecível flora e fauna, que já naqueles tempos invadia a nossa praia. Com um estilo inimitável, espécie de picaresca pop, sua novela recria, em conserva, aquele momento barulhento, esperançoso, em que se podia sentir a passagem do tempo, espargindo o pólen, embarrigando a vida. A multidão alegre e desigual invadia com seus cantos e atitudes todos os recantos da vida social, removendo os entulhos autoritários vindos de 64, fazendo trepidar o sol e as estrelas.  A plebe ignara, adentrando a noite e o dia, expulsou as sombras indistintas, o ar pesado dos quartos, fazendo da contemplação uma rara beleza, pontuada por fogos trepidantes ou pela branda luz das velas. Foi então que os segredos das noites opacas, tenebrosas, foram para o espaço. Abria-se, para um país antes abafado, um mundo que cacarejava rumo ao futuro.Lançando mão de expressões fora de uso, de lugares comuns da língua, de palavras já esvaziadas, Cesarotto constrói a sua novela com um humor impar, fruto de sua materialidade oral, dando voz a uma turba alegre, que passou seu recibo de descompostura ao cenário crispado da política e da cultura, fazendo do gozo a sua expressão maior.Da lata! Essa expressão, nascida num ensolarado verão brasileiro, converteu-se num dos motes mais repetidos, e numa verdadeira lenda urbana.Samuel Leon 

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