Nas margens lamacentas de um rio que um dia carregou sal e poder, uma cidade se curva sob o peso da política, do latifúndio e da fé. Ali, onde o vestido de noiva do prefeito esconde mais do que rendas e ilusões, Pedro Barroso tece uma narrativa de reza e revolta, de procissão e traição. Entre guaiamuns que mordem dedos e sinos barrocos que anunciam missas e desgraças, os destinos de uma comunidade se enredam num desfecho inimaginável - não porque seja absurdo, mas porque é justo. Prepare-se: você vai rir, vai prender a respiração e, ao fim, talvez queira cantar um hino. Não por dever. Por ter sobrevivido a essa travessia.