Até que ponto é lícito o uso da violência em nome da preservação de um regime implantado por um golpe de Estado?Até que ponto um torturador age em nome do país que afirma defender, e não apenas para saciar seus instintos sádicos?Até que ponto uma prisioneira pode suportar a tortura sem delatar seus companheiros e comprometer seus ideais políticos?Até que ponto é possível se reconciliar consigo mesmo e levar uma vida "normal" depois de sofrer os maiores traumas que uma pessoa pode enfrentar?De origem humilde, filha de uma costureira e de um motorista de ônibus, Rosa Maria é a primeira pessoa da família a entrar na universidade. Depois de se formar em Educação Física, se casar e ter um filho, tudo o que deseja é melhorar gradativamente de vida para proporcionar aos pais e à própria família o conforto e a segurança financeira que nunca teve.Todavia, a realidade adversa do Brasil durante a ditadura militar implantada em 1964 faz com que ela renuncie aos singelos sonhos pessoais em nome de um ideal maior: a libertação do país do jugo opressor. Assim, ela adota o codinome Luzia e depois a identidade de Tânia Vasconcelos Ramos, deixando seu antigo eu para trás, junto com o marido e o filho. Depois de receber treinamento de guerrilha e viver novos amores, tão intensos quanto efêmeros, Tânia é presa e submetida a sucessivas sessões de tortura, nas quais é confrontada pelo dilema fundamental: como aguentar tanta violência e tanto sadismo sem esmorecer nem entregar os companheiros de luta?Reassumindo por força das circunstâncias sua identidade original, Rosa Maria dá um rumo inesperado à terceira fase de sua vida, em uma narrativa alinhavada com o brilhantismo característico de Frei Betto, que enfrentou na própria pele agruras semelhantes ao longo de quatro anos de prisão nos cárceres da ditadura.
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