Após dois séculos e meio sepultada no esquecimento, Madre Maria Celeste, esta pérola escondida, é redescoberta em meio às grandes tribulações que atualmente enfrenta a Santa Igreja, para ser uma luz posta sobre candeeiro, "a fim de que dê luz a todosos que estão em casa" (Mt 5, 15).Caracterizados por uma linguagem mais mística do que metódica, seus escritos revelam não somente a origem da família redentorista, mas a sua herança espiritual, legada não somente aos filhos do Instituto, mas às "tantas almas que por seu meio haveriam de ter vida n'Ele" (Autobiografia).Chamada pelo Senhor a ser "Mãe de muitas almas" (Autobiografia), ela ensina a seus filhos que a única maneira de chegar à perfeita união com Deus é pela "assídua aplicação deolhar seu Deus presente com amor" (Diálogos da Alma), e que se há tão poucas almas contemplativas é porque "a fé (teologal) está quase morta" (Graus de Oração).Assim como Maria Santíssima, que na encarnação do Verbo acreditou que o Todo-poderoso faria nela grandes coisas, Madre Maria Celeste permitiu que o Espírito Santo realizasse nela a sua obra, transformando-a em uma "Memória Viva do Redentor" (Diálogos da Alma) e mostrando ao mundo que "junto d'Ele a redenção é copiosa" (Sl 129).O leitor tem em mãos, portanto, um grande tesouro, sobre o qual a família redentorista está assentada como uma mina celeste ainda inexplorada.