O que Téo está vendo pela janela, quando aponta o dedo e exclama: Olha aquele menino, mãe!? Inspirado por uma cena que marcou profundamente seu coração, Francisco Neto Pereira Pinto conta a história de Téo, um menino sensível e curioso, que vive uma experiência transformadora. Ao parar no semáforo durante uma ida rotineira ao supermercado com sua mãe, Téo observa uma família que, embora o pequeno não o saiba, é de imigrantes indígenas, que saíram de seu país devido a um período de crise política e financeira. A família vivencia uma dura realidade: o pai segura um cartaz pedindo ajuda, a mãe tenta acalmar seu bebê que chora de fome, até que, sem alternativas, o alimenta mais uma vez no peito, embora ela também esteja com fome. Essa breve interação, mas muito impactante, desperta reflexões no pequeno Téo e em sua mãe sobre desigualdades sociais e a importância da solidariedade. A experiência foi inspirada em um evento real que o autor, que havia se tornado pai pela primeira vez, vivenciou em sua ida para o trabalho. Ao ver uma cena semelhante, foi tomado por sentimentos de impotência e tristeza, especialmente ao perceber que aquela mãe, possivelmente com fome, ainda se esforçava para alimentar seu filho. Isso o fez refletir sobre como o destino de tantas famílias depende da compaixão alheia e como nenhuma criança deveria passar por tamanha indignidade em seu início de vida. Ao transformar essa vivência em narrativa, Francisco Neto Pereira Pinto busca sensibilizar seus leitores para a necessidade de empatia e ação diante das desigualdades, mostrando que todas as vidas são igualmente dignas e merecem cuidado e respeito. Para a Professora Iza Reis Gomes, que é Pós-doutora em Letras e pesquisadora da área da Literatura Infantil e Juvenil indígena e amazônica, esse livro "provoca o leitor a refletir sobre seu próprio papel na sociedade: Por que isso acontece? O que podemos fazer? Uma história que quebra a bolha e leva a criança leitora a perceber que o mundo não é igual para todas as pessoas."