PALAVRA OPERÁRIA, PALAVRA OPRIMIDA

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9786589841500
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    • 1
      Autor
      PASCHOALINO, EVANDRO Indisponível
    • 2
      Editora
      LETRA SELVAGEM Indisponível
    • 3
      Páginas
      182 Indisponível
    • 4
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 5
      Ano
      2026 Indisponível
    • 6
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      14 x 21 x 2 Indisponível
    • 9
      ISBN
      9786589841500 Indisponível
    • 10
      Situação
      Lançamento Indisponível
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Sinopse: "As pessoas do povo não sabem falar e nem têm o que dizer"... Eis aí um antigo e terrível consenso que se consolidou no Brasil. A expressão popular foi e continua a ser menosprezada,deslegitimada e excluída pelos poderosos e pelos que se identificam com suas ideologias. NaGreve Geral de 1917, operárias e operários se rebelaram contra a exploração e a opressão deque eram vítimas em indústrias de São Paulo.Antes e durante a Greve, houve assembleias, declarações e pronunciamentos,mas a palavraoperária era constantemente depreciada, calada e perseguida. Este livro analisa como a escrita da imprensa paulista estigmatizou, deslegitimou e tentou interditar a fala popular do operariado grevista de 1917. "Palavra operária, palavra oprimida" busca não apenas melhor compreender a perversa conjunção entre o preconceito linguístico e o ódio de classe, mas também desconstruir consensos dessa discriminação social e ainda reiterar o fato de que todo ser humano sabe falar e tem o que dizer.***"Evandro Paschoalino e Carlos Piovezani examinam aqui como a grande greve operária de 1917 foi tratada pela imprensa, esse porta-voz privilegiado dos interesses das camadas dominantes. Condenando o movimento em seus veículos tradicionais e hegemônicos, tal como era o caso do Correio Paulistano, ou prestando-lhe apoio na imprensa alternativa, como acontecia com o anarquista A Plebe, os jornais em momento algum dão voz às trabalhadoras e aos trabalhadores em luta por seus direitos e por condições de vida dignas: fala-se por elas e por eles, diz-se o que poderiam e o que não poderiam dizer (ou o que até jamais diriam).Este livro indica precisamente os modos como a palavra operária é oprimida, porque ela não é somente usurpada, mas também menosprezada, deslegitimada e excluída. Tudo o que o proletariado teria a dizer é, de novo, silenciado. O que se passou em 1917 pouco difere do que se passa hoje, uma vez que os fundamentos históricos da formação da sociedade brasileira permanecem em grande parte intactos, enraizados nos preconceitos de toda ordem e num secular ódio de classe." (Texto da contracapa - Marcos Bagno)***

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