Em Pensar o passado e o passado do pensar, Christoph Asmuth propõe uma nova forma de compreender a história da filosofia: uma historiografia verdadeiramente filosófica, que mantenha viva a potência criadora do pensamento. Partindo do diagnóstico de uma crise na disciplina, tornada excessivamente técnica, o autor defende uma abordagem reflexiva e inventiva, na qual interpretar o passado é também transformá-lo. Por meio de uma metodologia dialética, Asmuth mostra que compreender a tradição filosófica implica tanto distância crítica quanto abertura ao afeto e à reinvenção. Com exemplos que conectam filosofia medieval, idealismo alemão e fenomenologia, ele revela a história da filosofia como um campo vivo, capaz de inspirar o pensamento contemporâneo.