Em Pôr do sol nos subúrbios, a poeta mexicana Minerva Reynosa faz da experiência amorosa um ponto de partida para atravessar territórios íntimos, urbanos e políticos. O ex-namorado, o desejo, a cama, a cidade, as periferias e até a figura de um ditador convivem num poema que desfaz continuamente as fronteiras entre dentro e fora, corpo e espaço social, intimidade e poder.Com uma escrita fragmentária e indisciplinada, atravessada pelo diálogo com a poesia concreta e por diferentes registros dalinguagem contemporânea, Minerva rompe com a narrativa amorosa convencional e faz da margem um lugar de criação. Publicado agora no Brasil, Pôr do sol nos subúrbios aproxima duas tradições poéticas que ainda pouco se encontram: a mexicana e a brasileira - esta última uma presença importante na formação e na escrita da autora.