Quando os autores deste livro se debruçam para esmiuçar (e iluminar) o enredo, este empreendimento ganha importância de primeira linha, pois aponta para o entendimento cultural do desfile das escolas de samba, protagonizado por periféricos, que como artistas populares, desejam ocupar o centro da cidade com suas criações e narrativas.Milton CunhaOs textos de Simas e Fabato de certa forma se completam. O primeiro analisa sob o aspecto da evolução das agremiações. Já Fabato centra sua caneta no ponto de vista dos criadores. Não é uma tese universitária, cheia de citações de teóricos. Muito pelo contrário, é um livro que se lê de enfiada, escrito de forma coloquial, quase uma conversa com o leitor.