Durante toda a sua história, a Igreja tem sido solícita para com os grandes problemas da humanidade, pondo-se a serviço dos mais vulneráveis, do bem de todos, da justiça social, dos direitos humanos e do cuidado com a casa comum. O seu magistério social tem sido, em fidelidade criativa, o testemunho mais vigoroso da importância e da urgência de anunciar, promover e comprometer-se com a dimensão social da fé e da missão evangelizadora que dela deriva. Esta obra é mais uma expressão, no atual contexto histórico, dessa solicitude social da Igreja. Abordando dramas e desafios de nosso tempo como fome e miséria, pobreza e desigualdade, crise e ataques à democracia, corrupção etc. ela ajuda a perceber a dimensão espiritual/teologal desses problemas/desafios e explicita seu caráter pecaminoso/gracioso. Estimulando a comunidade eclesial ao discernimento sinodal dessas realidades a partir da "opção preferencial pelos pobres", ela assume tal opção como critério ético-escatológico do compromissosocial da Igreja. Exortando as comunidades cristãs, em diálogo e cooperação ecumênicas, inter-religiosas e sociais, a assumirem criativa e profeticamente a dimensão social da fé e da missão evangelizadora da Igreja, ela reafirma a importância e a urgência do cuidado com as fragilidades, da humanização das relações, do cultivo e da promoção de uma cultura de solidariedade em todos os níveis e âmbitos da sociedade, da defesa dos direitos humanos e da democracia, da promoção da justiça social e docuidado com a casa comum.