"...isso significa que a literatura - exceto a extrema-esquerda surrealista que simplesmente badernava o jogo - tendia a estabelecer uma espécie de relativismo moral. Os cristãos não acreditavam mais no Inferno; o pecado era o vazio de Deus, o amor carnal era o amor de Deus extraviado. Como a democracia tolerava todas as opiniões, mesmo as que visavam expressamente a destruí-la, o humanismo republicano, que se ensinava nas escolas, fazia da tolerância a primeira de suas virtudes: tolerava-se tudo, até a intolerância; nas ideias mais tolas, nos sentimentos mais vis, era preciso reconhecer verdades escondidas."(da obra).