Relações Eletrônicas de Consumo 2ª Ed - 2026O livro analisa a interação do consumidor com as novas tecnologias, relação essa assimétrica e marcada pelo agravamento de sua vulnerabilidade, exigindo respostas rápidas e modelos regulatórios eficazes, seja na rediscussão dos limites éticos necessários nessa interação muitas vezes forçada e determinista da inteligência artificial, seja no aspecto do controle e responsabilidade das plataformas eletrônicas na economia de dados pessoais em crescente expansão. Propõe-se, também, a ressignificar o papel do Estado como agente regulatório responsável e respeitado pelasBig Techs, assim como sugere um novo empoderamento do consumidor a partir de um modelo de identitário que melhor qualifique suas escolhas no mercado de consumo.A recepção alcançada pela primeira edição desta obra revelou algo que ultrapassou as expectativas meramente editoriais: demonstrou a existência de uma inquietação teórica real e duradoura acerca do modo como a tecnologia reconfigura as relações de consumo. As provocações trazidas no livro não são circunstanciais, e sim estruturais na sociedade digital contemporânea. A segunda edição reafirma essa permanência temática. O avanço acelerado da inteligência artificial, da plataformização e da economia de dados não tornou obsoletas as premissas anteriormente discutidas; ao contrário, reforçou-as. As categorias de vulnerabilidade, discriminação algorítmica, controle informacional e responsabilidade das plataformas continuam a tensionar o Direito e exigem respostas normativas e interpretativas cada vez mais sofisticadas. A obra, portanto, permanece atual não porque descreve um momento tecnológico específico, mas porque enfrenta fenômenos relevantes do capitalismo informacional, cuja dinâmica apenas se intensifica com o tempo.A ampliação do número de textos e a incorporação de novos enfoques conferem agora ao livro um caráter ainda mais crítico e prospectivo. Ao reunir perspectivas plurais e interdisciplinares, esta edição não ape