Várias questões relativas à responsabilidade empresarial ambiental ainda não se encontramassentadas. Quais os fundamentos dessa responsabilidade? Como se explica o fenômenoorganizacional, o exercício do poder, comando e controle nas empresas? Comose dá adinâmica das decisões empresariais e qual seu reflexo na responsabilização? O que explicaa criação de divisões, departamentos nas empresas e a implementação de rotinas, padrões,formulários e procedimentos? Por que é tão difícil imputar responsabilidade nesse âmbito?Existe uma linguagem comum compreensível a um só tempo para juristas e administradoresde empresas? Qual teoria gerencial é a dominante na prática executiva e nos cursos deAdministração de Empresas? É possível aplicá-la aos conhecimentos jurídicos? Como sedesenvolve a investigação policial?Essas perguntas (e muitas outras) merecem enfrentamento, especialmente se se consideraque boa parte das infrações administrativas, civis e penais ambientais ocorrem no interiordas empresas, onde se potencializam as consequências mais graves desses ilícitos.É pretensão da presente obra contribuir para a formulação de uma teoria geral daresponsabilidade empresarial ambiental. Para tanto, inova na abordagem utilizada: adotauma ponte teórica comum, cuja aplicação é possível tanto aos conhecimentos e práticasgerenciais de Administração de Empresas quanto ao mundo jurídico, mormenteconsiderando a dificuldade da aplicação do raciocínio jurídico tradicional para aresponsabilização empresarial individual.A partir daí visualizam-se diversos desdobramentos teóricos e práticos, o que seguramenteevidencia a capacidade de rendimento da teoria escolhida. Esses desdobramentos nãopoderiam ser antecipados aqui, uma vez queo tradicional objetivo de qualquer introdução éaguçar a curiosidade do leitor. Mas os resultados podem surpreender, conferindo aabordagem adotada explicação inovadora para várias questões tormentosas daresponsabilidade empresarial.