Quando da criação do ser humano, "o homem e a mulher estavam nus, e não se envergonhavam" (Gn 2,25). Seus corpos não eram barreiras - antes, eram esplêndidos canais - para a comunhão de suas almas no amor: entre si, com Deus e com toda a Criação. No entanto, com o pecado original a integridade da natureza humana é ferida, e essa harmonia inicial só será restaurada pela graça que Jesus Cristo conquistou com a Redenção da humanidade. A sua própria Encarnação já apontou o modo como ela seria realizada: justamente através do corpo. E isso ilumina fortemente tanto a vocação ao matrimônio, quanto a vocação ao celibato.Em Revestidos de Amor, o Pe. Augusto Dantas trata de temas concretos, como o pudor, a mortificação e a sinceridade, vinculando-os aos anseios mais profundos do coração humano, como a verdade, a imortalidade e a felicidade. Revestir-se de Amor é revestir-se de Cristo, uma necessidade para todo aquele que - pela misericórdia de Deus - espera viver no Céu por toda a eternidade.