Obra de estreia do poeta, ativista e jornalista Mohammed El-Kurd, autor de Vítimas perfeitas e a política do apelo (Tabla, 2025), esta coletânea de poemas mobiliza o verso como ferramenta de denúncia do colonialismo, da expulsão forçada de palestinose do trauma gerado pela Nakba. O cerne deste manifesto lírico é sua avó, Rifqa El-Kurd, uma mulher centenária que sobreviveu a expulsões sucessivas e tornou-se o símbolo da resiliência palestina. Rifqa é a bússola moral da obra e a chave para compreender a subversão de sua linguagem: é ela quem ensina ao neto que as frases devem ser lançadas como mísseis contra a opressão. Com prefácio da renomada poeta aja monet, o livro traça paralelos poderosos entre a violência em Jerusalém e a repressão policial em periferias do Sul Global, evocando pensadores como Frantz Fanon, Audre Lorde e Aimé Césaire. Para monet, a poesia de El Kurd é "um lar que nos foi devolvido".
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