Este livro não nasceu do desejo de entender a vida, mas da impossibilidade de ignorá-la. RUÍDO reúne poemas escritos ao longo de anos, atravessando infância, doença, luto, amor e cansaço, por alguém que aprendeu cedo demais que existir exige fôlego. Aqui, a memória não é conforto, o sagrado não salva, e o humor surge como reflexo involuntário de quem já caiu muitas vezes. Há poemas que sangram, outros que riem, alguns que apenas permanecem. Nenhum pede licença. RUÍDO não é um pedido de escuta: é o som que fica quando todo o resto falha.