E se dois espíritos igualmente inquietos - separados por milênios e por visões de mundo quase opostas - se encontrassem num diálogo além do tempo? Nesta obra, Sócrates, pai da filosofia, mestre da dialética e incansável buscador da verdade, se defronta com Jean-Paul Sartre, fundador do existencialismo ateu, para quem a liberdade humana é absoluta, a existência precede qualquer essência, e cada indivíduo carrega, sozinho, o peso de criar o próprio sentido.Quem somos quando nenhuma natureza prévia nos define? O que significa ser livre - radicalmente livre - a ponto de não haver desculpas nem fundamentos transcendentais aos quais recorrer? Pode haver moralidade sem Deus? Ou mesmo sentido, quando nenhuma promessa nos sustenta além daquela que criamos?Entre reflexões sobre o indivíduo, o outro, a experiência humana e o lugar - ou a ausência - do divino, o debate se torna ao mesmo tempo provocador e acessível. O resultado é uma introdução vibrante ao existencialismo sartriano e uma rara oportunidade de vê-lo confrontado por alguém que não teme perguntas difíceis - e que segue, até o fim, em busca do que é verdadeiro.