Teorias do mais-valor, de Karl Marx, apresenta uma análise crítica do desenvolvimento da economia política. A investigação detalha a evolução do conceito de mais-valor, base fundamental da crítica marxista ao capitalismo, e examina os principais economistas que o precederam, destacando suas limitações e contribuições para a teoria. Este primeiro volume trata dos fisiocratas, de Adam Smith e das teorias sobre trabalho produtivo e improdutivo. Marx examina como os fisiocratas foram os primeiros a identificar a produção como verdadeira fonte de riqueza, ainda que restringissem esse papel à agricultura. Ele demonstra como Smith rompe com essa visão, ampliando o conceito de trabalho produtivo para toda a atividade que gera valor, mas ao mesmo tempo introduzindo contradições que influenciaram o pensamento econômico posterior. Escrito como parte de seu monumental projeto para O capital, é considerado por alguns o "quarto livro" dessa obra. Infelizmente, Marx deixou os manuscritos inacabados. A nova edição, feita com tradução direta do alemão, marca a primeira publicação no Brasil baseada no trabalho da MEGA, instituição detentora dos manuscritos do autor, e difere substancialmente das versões anteriores, que seguiam o texto editado por Karl Kautsky no século XX. Ao eliminar a aparência de um texto finalizado, a nova edição permite uma leitura mais próxima do trabalho efetivamente realizado por Marx, preservando a estrutura original de suas anotações e reflexões. Dessa forma, oferece ao público uma compreensão mais rigorosa de sua investigação sobre o mais-valor e do desenvolvimento crítico de suas ideias. Trecho "A análise do capital, dentro do horizonte burguês, coube essencialmente aos fisiocratas. É esse mérito que os torna os pais autênticos da economia moderna. Em primeiro lugar, a análise dos diversos componentes objetivos nos quais o capital existe e se decompõe durante o processo de trabalho. Os fisiocratas não podem ser censurados por, como todos os seus sucessores, conceberem como capital esses modos de existência objetivos - instrumentos, matéria-primas etc. -, separados das condições sociais em que aparecem na produção capitalista, em suma, na forma em que são em geral elementos do processo de trabalho, independentemente de sua forma social, e assim fazerem da forma capitalista de produção uma forma natural eterna. Para eles, as formas burguesas de produção aparecem necessariamente como as formas naturais da produção. Foi seu grand