A Editora Madamu lança 2ª. edição do premiado livro Uma república de leitores - História e memória na recepção das Cartas chilenas (1845-1989), escrito pelo historiador Joaci Pereira Furtado. A nova edição conta com prefácio de João Adolfo Hansen e posfácio de Alcir Pécora, dois dos maiores críticos brasileiros de literatura da atualidade.Uma república de leitores analisa a recepção da única sátira atribuída a Tomás Antônio Gonzaga - autor de Marília de Dirceu e um dos inconfidentes mineiros.Joaci Pereira Furtado comenta o que críticos e historiadores da literatura escreveram sobre as Cartas chilenas desde 1845 - quando foram "integralmente" publicadas pela primeira vez - até 1989, ano do bicentenário da Inconfidência Mineira. Furtado constata que a maioria desses leitores das Cartas vê nelas a manifestação antecipada da nacionalidade brasileira ou o reflexo da personalidade de Gonzaga diante dos abusos de Cunha Meneses, governador de Minas de 1783 a 1788, ou ainda um documento de fatos daquele tempo e lugar. Porém, o autor defende que não há nada de "brasileiro" nesse poema - e muito menos qualquer rebeldia política ou psicologia refletida nele. Então por que a maior parte da crítica e da historiografia diz que as Cartas chilenas dizem o que elas nunca disseram? É o "mistério" que este livro procura desvendar.Como disse o professor Cleber Vinicius Amaral Felipe, da Universidade Federal de Uberlândia, "Com esmero analítico, precisão conceitual e estilo impecável, Joaci Furtado estuda leituras das Cartas chilenas considerando a historicidade das interpretações e a legibilidade de seus enunciados."Uma república de leitores - História e memória na recepção das Cartas chilenas (1845-1989) foi vencedor dos prêmios Moinho Santista Juventude em 1996, e Jabuti em 1998.