Um dos livros mais vendidos de todos os tempos - no século XIX, quando foi lançado, perdeu apenas para a Bíblia - A cabana do pai Tom, de Harriet Beecher Stowe, exerceu uma influência inegável. Esta obra sentimental é um marco não apenas na literatura de autoria feminina, mas no debate público sobre abolicionismo.A trama deste romance de protesto - também conhecido como A cabana do pai Tomás - acompanha Tom, um homem escravizado que é vendido para diferentes famílias e passa por diversas agruras, mantendo uma visão de mundo mediada pela moral cristã.Atualmente questionado por estereótipos que acabou difundindo, o livro persiste como um documento singular para o debate sobre escravidão e culpa histórica. Esta nova edição é contemplada por uma introdução de Eliane Marques que pondera a respeito de suas muitas ambivalências.