Neste ensaio em forma de diálogo, Oscar Wilde defende, por meio de seus personagens Cyril e Vivian, que a arte deve privilegiar a mentira criativa em detrimento da mimese da realidade. Vivian argumenta que a "decadência da mentira" na literatura e nas artes visuais levou a uma valorização excessiva do realismo, empobrecendo a imaginação. Ele propõe que a vida imita a arte, e não o contrário, e que a beleza reside no artificial, no estilizado e no inventado. Uma crítica mordaz ao realismo literário e uma defesa apaixonada do esteticismo, este texto permanece como uma das mais influentes reflexões sobre a relação entre arte, verdade e sociedade.