A ESPINHA DORSAL DA TERRA

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9786561391382
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    • 1
      Autor
      BEATRIZ MALCHER Indisponível
    • 2
      Editora
      CÍRCULO DE POEMAS Indisponível
    • 3
      Páginas
      40 Indisponível
    • 4
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 5
      Ano
      2026 Indisponível
    • 6
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      13.5 x 20 x 1 Indisponível
    • 9
      ISBN
      9786561391382 Indisponível
    • 10
      Situação
      Pré-Venda Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      01/10/2026 Indisponível
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O que é real? - entre as muitas perguntas que a espinha dorsal da terra, da poeta niteroiense Beatriz Malcher, leva os leitores a enfrentar, a mais aguda tem a ver com nossa (in)capacidade de desvendar as muitas camadas de imagens que nos cercam, ou melhor, de que fazemos parte. Em sua tensão, ao ecoar o "José" de Drummond, os versos de Malcher nos lançam um "e agora?" que, hoje, soa ainda mais perturbador.Seu poema nos arrasta para dentro de um filme; presos nele, é como se a vida fosse uma viagem em que "tudo está a seis horas de distância/ de lugar nenhum". Somos atores e diretores, espectadores e autores de histórias em que, a cada tomada, "toda a estupidez/ do presente entra em jogo". Somos também o crítico que distribui estrelinhas, porque já não somos capazes de separar o que acontece dentro e fora da tela, o que chamamos de realidade e o que nos atinge como se fosse ficção, mas não é. O amor pode não ser mais que uma farsa ("os atores são inexperientes/ o enredo é confuso o diretor problemático/ [.] os ingressos andam muito caros"), e, no fim, a guerra está bem aqui - é real.Com as imagens que se juntam ao poema, ao aproximar visualmente a destruição na terra e o "infinito" no céu, a poeta provoca outras interrogações: onde estamos nessa história? Qual é nosso lugar na vastidão? Como nosso mundo ínfimo participa dessa coisa imensa, sem margens e às vezes sem sentido, que é a vida? Poemas, bem sabemos, não dão respostas, mas podem abrir nossos olhos: "são as estrelas/ a espinha dorsal da terra".

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