Quando a fé é atingida menos por espadas do que por ideias, torna-se necessário reconhecer as formas diversas pelas quais a Igreja é atacada. Existem as perseguições ruidosas e visíveis, mas há também as discretas: o desprezo pelo sagrado, a sedução das consciências, a corrosão lenta das bases do edifício. Diante disso, é preciso conhecer o inimigo, seus métodos e disfarces, para que o depósito da fé católica não se veja desprotegido.Em A maçonaria e os jesuítas, Dom Vital de Oliveira, bispo e confessor da fé no Brasil do século XIX, dirige aos seus diocesanos uma instrução pastoral sólida e bem fundamentada. Com linguagem direta e verve apostólica, D. Vital expõe o caráter anticatólico daquela organização, analisa textos e testemunhos, denuncia suas estratégias de propaganda e captura das consciências, e, ao mesmo tempo, defende a Companhia de Jesus das acusações mais recorrentes, explicando por que ela costuma estar na linha de frente quando a Igreja é alvo de ataques. Ao fim, resta evidente que esta não é apenas uma peça polêmica de valor histórico, mas uma lição duradoura sobre discernimento espiritual e coragem pública: quando a confusão se veste de "progresso" e a traição se disfarça de virtude, somente a verdade integral sustenta a liberdade dos filhos de Deus.