Visão geral:Este livro aborda a teoria psicanalítica com foco na constituição subjetiva, no trauma e nos limites do tratamento analítico.Os aspectos clínicos da perda de si são apresentados a partir de uma leitura contemporânea de autores como Freud, Ferenczi, Winnicott, Primo Levi e Imre Kertész, atravessando teoria e clínica com uma linguagem reflexiva.O livro é escrito em estilo ensaístico e teórico-clínico, com um tom literário que dialoga com a filosofia e a literatura, integrando análise de casos e escrita testemunhal.Sobre este livro:A perda de si é uma obra profunda que investiga os efeitos da ausência primordial na constituição psíquica do sujeito. Estruturado em quatro partes, o livro inicia com "Os começos", explorando o impacto da origem e da inquietude fundante do sujeito. Em "Os recomeços", revisita o pensamento de Ferenczi e a possibilidade de reinício frente ao trauma. A terceira parte, "A escrita dos limites", articula literatura e psicanálise para pensar como a escrita pode testemunhar experiências traumáticas extremas, fazendo diálogo com Primo Levi e Imre Kertész. Por fim, "A existência limite" examina as formas de desaparição psíquica e o mal-estar contemporâneo. O autor propõe que a escrita do analista pode operar como resistência ao apagamento e como espaço de testemunho. A obra é central para quem trabalha com casos-limite, traumas precoces e situações onde o sujeito não chegou a ser acolhido como tal, exigindo do analista um posicionamento ético e criativo frente à transferência.