Em A potência emancipatória da história oral, pesquisadoras e pesquisadores percorrem diferentes territórios da memória, da política e da educação para explorar a capacidade transformadora da história oral. Narrativas docentes, círculos de cultura, experiências de ensino sobre a ditadura militar, trânsitos entre oralidade e escrita, histórias de perseguição e exílio e ações públicas com memórias historicamente silenciadas compõem um conjunto variado, atravessado por uma mesma aposta: a de que narrar, escutar e compartilhar experiências são também maneiras de agir sobre o mundo. Em tempos marcados pelo negacionismo, pelo autoritarismo e pela disputa em torno do passado, este livro reafirma a história oral como prática crítica e democrática, capaz de abrir caminhos de emancipação e participar da construção dos futuros que desejamos.