A obra analisa a dimensão econômica do sistema prisional e os impactos do uso da mão de obra de detentos no mercado comercial e na livre concorrência. O autor traça a evolução histórica da pena de prisão e dos sistemas penitenciários até o cenário atual do Brasil, abordando a legislação do trabalho prisional, a privatização do sistema e as Parcerias Público-Privadas (PPPs). O estudo problematiza os benefícios fiscais e tributários concedidos pelo Estado para a instalação de empresas em presídios e debate se as disparidades nas garantias trabalhistas e os custos reduzidos de produção configuram práticas de dumping social e infração à ordem econômica.